20150716_134557
Chichén Itzá
12/08/2015

Inhotim

20150919_145128

Quem visita ou mora em Minas Gerais, não pode deixar de fazer uma Viagem Rápida ao maior museu a céu aberto do mundo e vivienciar uma experiência única de arte contemporânea convivendo com a natureza.

O Instituto Inhotim localiza-se na cidade de Brumadinho (MG), cerca de 60 km de Belo Horizonte. O local foi uma fazenda pertencente a uma empresa mineradora. Em meados da década de 1980, o empresário Bernardo de Mello Paz adquiriu 786 hectares que, com o tempo e com o auxílio de artistas de arte contemporânea e amigos paisagistas, transformou-a em um espaço singular, com jardins e vegetações de rara beleza, trilhas na mata e lagos, em harmonia com um dos mais relevantes acervos de arte contemporânea do mundo e uma coleção botânica que reúne espécies raras.

20150919_152618
O Instituto Inhotim foi inaugurado em 2006. O nome é originário do antigo administrador da mineradora, senhor “Timothy” cujos funcionários o chamavam de “Senhor Tim” ou “Inhô Tim”. A mineirice prevalece sempre!

O museu funciona de terça à sexta das 09h30min às 16h30min e sábados, domingos e feriados das 09h30min às 17h30min. Os ingressos custam R$40 de sexta a domingo, R$25 de terça e quinta e às quarta-feiras a entrada é gratuita. O transporte interno, com carrinhos elétricos, custa R$20 por pessoa mas só passa em rotas pré-determinadas. Os carrinhos são gratuitos para pessoas com deficiências e crianças até 5 anos.

Visitamos o Instituto Inhotim em uma tarde de domingo, em setembro de 2015. Dessa vez não foi uma Viagem à trabalho, foi um passeio com meu marido e alguns amigos no início da minha licença-gestação. Nesse dia, teve apresentação da orquestra sinfônica do Estado de Minas, em um dos palcos a céu aberto e foi uma oportunidade incrível de vivenciar tanta arte em meio à natureza.

20150919_151811


Inhotim ocupa uma área de cerca de 45 hectares de jardins, parte deles foi criado pelo paisagista brasileiro Roberto Burle Marx. Além de todo acervo artístico e todo Parque ambiental, o instituto promove ações educativas e sociais. É uma entidade privada, sem fins lucrativos e qualificada pelo Governo Federal e pelo Governo do Estado de Minas Gerais como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).

20150919_143624

Nós turistas só percebemos o tamanho do lugar quando chegamos lá. É muito grande e muito rico de experiências. Além do paisagismo incrível, dos lagos, bosques e plantas ornamentais, as obras de arte são espalhadas pelo museu, algumas ao ar livre, outras dentro das 22 galerias. O acervo de Inhotim vem sendo formado desde meados de 1980, com foco na arte produzida internacionalmente dos anos 1960 até os nossos dias. Pintura, escultura, desenho, fotografia, vídeo e instalações de renomados artistas brasileiros e internacionais são exibidos em galerias espalhadas pelo Parque Ambiental. O acervo conta com mais de 400 obras de arte contemporânea expostas também em galerias.

20150919_161343

O segredo para uma visita bem sucedida ao Inhotim é chegar cedo, usar roupas e sapatos confortáveis e não ter pressa para explorar tudo a pé, parando sempre para descansar em um dos magníficos bancos espalhados pelo Parque além de diversos restaurantes e cafés.

20150919_142705

Algumas obras de arte e artistas ocupam papel de destaque no Museu Inhotim, como Tunga, Cildo Meireles, Adriana Varejão. Tudo vale a pena ser visitado e muitas galerias possuem instalações sensoriais, onde nós turistas precisamos interagir com a obra de arte. É realmente uma experiência única!

20150919_144954

Cildo Meireles – Inmensa (1982 – 2002): 400 x 810 x 445 cm

 Eu particularmente, gostei muito da obra de Hélio Oiticica – Invenção da cor, penetrável Magic Square #5 (1977). Faz  parte de um grupo de seis trabalhos que se articulam em torno da praça e do quadrado (“square” em inglês). Baseados no quadrado, estes espaços se oferecem ao espectador como grandes áreas de permanência e de convívio, colocando-o em contato vivencial com a forma, a cor e os materiais.

20150919_150920

Hélio Oiticica – Invenção da cor, penetrável Magic Square #5 (1977)


O Instituto de Arte Contemporânea e Jardim Botânico Inhotim é um espaço em que confluem saberes técnicos e especializados, seja dos arquitetos, paisagistas, curadores e artistas, seja dos visitantes. Todo o espaço se configura como uma experiência estética, cuidadosamente elaborada pelos mais diversos profissionais de modo a permitir a confluência entre arte, cultura, turismo e entretenimento. Essa arte integrada com o ambiente coloca tanto o observador como o artista diante do trabalho, do mundo e da natureza, buscando uma interação entre cada observador e a obra observada.

É um lugar difícil de descrever e mostrar imagens porque vai muito além disso, é um lugar que precisa ser vivenciado.