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Château Vaux le Vincomte
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Natal em New York
30/12/2013

Cervinia – Itália

Cervinia_Italia

Numa dessas andanças pelo mundo, conheci uma jovem sueca que me perguntou sobre o Brasil. Expliquei a ela que no Brasil fazia calor o ano todo e que lá nunca nevava… Ela me olhou intrigada e perguntou: “Como você faz para esquiar?” Eu, rindo, respondi que nunca havia esquiado… Ela arregalou os olhos e disse: “Então o que vocês fazem no inverno?” Eu respondi: “no inverno nós vamos para praia!!”. Apesar da ignorância geográfica da menina, pude perceber o quanto o esporte faz parte da vida deles, como se eles não conseguissem imaginar o que fazer no inverno sem neve…O passeio que fiz neste último fim de semana (08/dez/13) me lembrou muito essa conversa que tive anos atrás. Visitei uma das estações de esqui mais famosas da Europa e pude vivenciar a paixão deles por esse esporte tão diferente para nós!

Cervinia_Italia_01

Situada no Vale da Aosta, nos Alpes italianos, a região de Cervinia possui 350 km de área esquiável. Os esquiadores, de todas as idades, sobem de teleférico e descem esquiando pelas várias pistas, tanto do lado italiano, quanto do lado suíço. São 73 pistas para iniciantes, 30 vermelhas e 27 pretas, para experts.Apesar do meu espírito aventureiro, não foi dessa vez que aprendi a esquiar… Esse passeio foi apenas para conhecer o lugar, ficar boquiaberta com a beleza da natureza e passar o maior frio da minha vida!!!

Com um Fiat Cinquecento alugado no aeroporto de Malpensa e a ótima companhia da colega Giane, saímos do hotel em Arona (NO) às 7h (local, 4h Brasil), ainda nem havia amanhecido. Quando amanheceu já estávamos no Vale da Aosta, curtindo o visual dos Alpes…

Amanhecer na estrada

Amanhecer na estrada

 

Foram duas horas de viagem em paisagens belíssimas: castelos e montanhas incríveis!

 

Breuil - Cervinia

Breuil – Cervinia

 

Estacionamos o carro em uma cidadezinha chamada Breuil-Cervinia, que mais parecia cidade cenográfica do que realidade! E como maravilhoso pano de fundo da cidade, o imponente Monte Cervino, conhecido na Suíça como Matterhorn. Com um marcante pico triangular que estampa as embalagens do chocolate Toblerone, ele possui 4.478m de altitude.

Fui no balcão de informações e expliquei a situação: somos brasileiras e não vamos esquiar, onde podemos ir? A simpática italiana mostrou o mapa e explicou que poderíamos ir até o Plateau Rosa (3.480m), com duas paradas no caminho.

Únicas sem equipamentos de esqui, subimos felizes na cabine do teleférico, na companhia de um casal de ucranianos com cerca de 60 anos, animadíssimos para esquiar!

 

Eu e Giane no primeiro lance do teleférico

Eu e Giane no primeiro lance do teleférico

 

A primeira parada foi a 2500m de altitude, no Plain Maison. O termômetro indicava 1 grau positivo e nós maravilhadas com tudo nem tivemos tempo de sentir frio (por enquanto) e nos misturamos aos esquiadores (fora das pistas), já que a bota própria para neve já havíamos comprado no dia anterior…

 

Detalhe para a bota de neve, que eu nunca vou usar no Brasil!

Detalhe para a bota de neve, que eu nunca vou usar no Brasil!

 

Cervinia_Italia_06

 

Depois de fazer vídeos para minha sobrinha Gabriela, que estava completando 7 meses naquele dia, tirar muitas fotos e “brincar” com a neve, continuamos nossa exploração para a segunda parada chamada de Cime Laghi Bianchi.

Na subida, dava pra ver os lagos congelados… pareciam espelhos quebrados…

 

Lago congelado

Lago congelado

 

A segunda parada foi mais incrível ainda. Ver as pessoas descendo esquiando dá uma sensação boa, de tranquilidade e paz.

 

O cabelo está parecendo medusa por causa do vento

O cabelo está parecendo medusa por causa do vento

 

O Monte Cervino é visível o tempo todo

O Monte Cervino é visível o tempo todo

 

A emoção começou na terceira etapa do passeio. O teleférico é imenso, tipo o do Pão de Açúcar, e aquele tanto de gente com seus equipamentos se amontoam e chegam a 3500m de altura.

 

Teleférico

Teleférico

 

Quando chegamos ao Plateau Rosa, várias surpresas: temperatura de 9 graus negativos (!!!!!!!!!!!!), uma linha amarela mostrando a divisa de países, Itália de um lado e Suíça de outro e uma paisagem tão linda que não encontro palavras para descrever…

 

Essa sou eu com um pé na Suíça e outro na Itália, o problema é que não estava sentido meu nariz, orelhas e dedos

Essa sou eu com um pé na Suíça e outro na Itália, o problema é que não estava sentido meu nariz, orelhas e dedos

 

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O frio é tanto, mas tanto que a gente nem conseguiu ficar curtindo a paisagem, tivemos que correr para o restaurante e tomar uma bebida quente para esquentar.

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Meu pé direito afundou na neve e fiquei uns 40 min sem sentir meus dedos do pé direito…

 

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Dentro do restaurante estava ótimo! Aquecidas e curtindo o visual!

 

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Aí chegou a hora da gente acordar do sonho e lembrar que estávamos na Itália à trabalho… Fomos as únicas a utilizar os teleféricos para descer…era hora de voltar a Arona, devolver o carro no aeroporto de Malpensa, voar 12h e chegar em Guarulhos com uma temperatura de 32 graus!!!

 

Gastos da viagem, por pessoa:
Aluguel do carro: 30 euros
Gasolina: 26 euros
Pedágio: 16 euros
Teleférico: 29 euros
Total: 101 euros

 

Dedico esse post a três pessoas: ao tio Hans, que me mostrou pela primeira vez a foto do Matterhorn e eu fiquei apaixonada pelo pico; à minha mãe, que eu levei até a Zermatt, na Suíça e não conseguimos ver esse pico devido a uma grande nevasca, e à minha colega Giane, que foi uma grande parceira!